A facilitação de diálogo colabora para a construção de consenso, criando um ambiente de clareza, confiança e comprometimento, propício para a elaboração de Contratos Conscientes

Um dos principais desafios para garantir a sustentabilidade de empresas e negócios é garantir que as relações entre as pessoas se mantenham harmoniosas mesmo em situações de conflito. Diferenças de percepções sobre o presente, opiniões divergentes sobre o futuro e desgaste dos modelos de divisão de tarefas são alguns dos fatores comuns que levam aos conflitos. Porém, essas divergências não precisam levar ao rompimento das relações. Se forem mediadas da maneira adequada, podem até conduzir ao fortalecimento dessa conexão.

Quando comecei a exercer a advocacia, percebi que as relações interpessoais em conflito eram uma dor latente que precisavam de um olhar mais atencioso. Por isso, ao lado da co-fundadora da SER, a comunicóloga Ane Tuma, passei cerca de dois anos criando o conceito, testando a metodologia e desenvolvendo a estratégia da SER

Como facilitadora, considero que a harmonia nas relações interpessoais precisa ser construída por meio do diálogo, escuta, empatia e receptividade. Ao invés de redigir contratos que têm por premissa apenas os interesses individuais, o método de elaboração dos Contratos Conscientes® busca construir consensos que partem das próprias partes envolvidas, substituindo a figura de um árbitro ou mediador pela presença de um facilitador.

Os Contratos Conscientes®, também conhecidos como Contratos Baseados em Valores, são feitos com o objetivo de evitar o litígio, tornando as relações mais sustentáveis. A convergência deve ser maior do que a divergência, de modo que o contrato se torne um momento de reflexão sobre os objetivos comuns e, em caso de conflitos, prevendo maneiras harmoniosas para resolver as divergências. Meu papel, como facilitadora, é auxiliar na cocriação da relação contratual entre indivíduos, empresas e comunidades, de modo que o documento jurídico seja o resultado de um diálogo honesto e empático.

A linguagem do Direito precisa ser acessível, para que todos os envolvidos no contrato tenham plena consciência do que está sendo acordado. Isso permite que as divergências do dia a dia, que são comuns e, na maioria dos casos, saudáveis, possam ser facilmente resolvidas por meio do diálogo. Quando o contrato tem uma linguagem amigável, ele não exige a convocação de um terceiro para pacificar a maioria dos conflitos, pois a linguagem empregada é acessível e pode servir, inclusive, como guia para a resolução das divergências.

No processo de elaboração de um Contrato Consciente®, a colaboração é um fator primordial, seja entre as partes, seja entre os profissionais envolvidos. Por isso, o processo de facilitação de diálogo pode ser feito em parceria com advogados especializados ou profissionais de confiança dos clientes. Nesses casos, a SER fica responsável por construir as cláusulas relacionais, procurando atender a demanda dos clientes e de seus negócios. Trata-se de um sistema de trabalho que contempla uma visão relacional dos contratos e uma nova ótica sobre o Direito, mais integrativa e pacífica.


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